Como visto anteriormente, em “Princípios dos Microscópios e Microscopia (Parte I)”, a microscopia luminosa se divide em seis subcategorias: microscopia de campo claro, microscopia de campo escuro, microscopia ultravioleta, microscopia de fluorescência, microscopia de contraste de fases e contraste de interferência diferencial (CID).

A microscopia ultravioleta é assim chamada por utilizar luz ultravioleta ao invés de luz branca comum, ou luz visível, como fonte de luz. A luz ultravioleta possui um comprimento de onda de 180 a 400 nm, muito menor que a luz visível, que é de 400 a 700 nm. Qual a vantagem?

Vamos recordar como se calcula o poder de resolução:



De acordo com a equação acima, quanto menor o comprimento de onda, menor o poder de resolução, o que significa que você conseguirá observar objetos ainda menores através do microscópio. Sendo assim, é possível concluir que a microscopia ultravioleta permite um aumento útil de cerca de duas vezes o aumento da microscopia de campo claro.

Além da vantagem de um aumento maior, com nitidez, a microscopia ultravioleta também possibilita a observação de substâncias que foram absorvidas pelos microrganismos e se tornam visíveis quando a luz ultravioleta incide sobre elas, geralmente se tornando fluorescentes. Esta é a principal aplicação da microscopia ultravioleta, ou seja, histoquímica.

O microscópio ultravioleta é diferente do microscópio convencional, pois uma vez que as radiações ultravioletas não são visíveis, as imagens são gravadas em um filme fotográfico, pelo uso de um tubo conversor de imagem ou pela projeção numa tela, depois de a imagem ser captada por um fototubo. Além disso, a microscopia ultravioleta necessita de lentes especiais para transmissão de luz ultravioleta e recursos ópticos para refletir a região de interesse, 230 a 350 nm.




Não perca o próximo artigo: microscopia de fluorescência.