O microscópio é talvez o equipamento mais comum em qualquer laboratório de microbiologia, uma vez que ele permite aos alunos e profissionais examinarem microrganismos e estruturas invisíveis a olho nu. Há microscópios com vários níveis de aumento, desde centenas até milhares de centenas de diâmetro. Claro, o preço de um microscópio aumenta com sua qualidade, mas mesmo o microscópio mais simples pode fornecer imagens incríveis do mundo da microbiologia.

Cada tipo de microscópio e cada técnica de preparação de materiais oferecem algumas vantagens especificas sobre a demonstração de certos elementos morfológicos. Nesta serie de artigos, nós vamos aprender os princípios e tipos de microscópios, assim como alguns dos métodos microbiológicos utilizados para observar as dimensões, as formas e características estruturais dos microrganismos.

Os microscópios caem em duas categorias: luminosa (ou óptica) e eletrônica, dependendo do princípio ou método de aumento empregado. Na microscopia luminosa, o aumento é obtido através de um sistema de lentes ópticas, ao passo que na microscopia eletrônica um feixe de elétrons é utilizado para produzir a imagem ampliada.

A microscopia luminosa pode ser dividida em seis subcategorias: microscopia de campo claro, microscopia de campo escuro, microscopia ultravioleta, microscopia de fluorescência, microscopia de contraste de fases e contraste de interferência diferencial (CID). Iniciantes irão muito provavelmente utilizar a microscopia de campo claro para examinar suas amostras, uma vez que esta é a técnica mais comum empregada em pesquisa e laboratórios de controle de qualidade. Contudo, é muito importante conhecer as outras aplicações, pois cada uma possui uma propriedade única que a torna especialmente desejável para a demonstração de estruturas morfológicas específicas.

Próximo artigo: partes e funções de um microscópio luminoso.